O diagnóstico está certo.
Mas o que aconteceu com a vida?
Um percurso para compreender o que a pessoa consegue fazer, onde encontra dificuldades e o que muda quando o contexto muda.
A rota breve
O percurso completo é para quando se quer aprender. Isto é para quando há um paciente na sua frente e vinte minutos de consulta. Três protocolos que se encaixam um dentro do outro, e uma ferramenta para localizar onde a tarefa quebra.
Cinco perguntas
Quando você só precisa saber se há prejuízo funcional e onde.
- O que você fazia antes e hoje está difícil?
- O que deixou completamente de acontecer?
- O que ainda acontece, mas custa muito mais?
- Onde isso muda — em casa, no trabalho, sozinho, com outras pessoas?
- Qual pequena mudança faria a maior diferença agora?
Saída: uma frase por pergunta, no prontuário. Já é uma descrição funcional.
Mais quatro
Quando a resposta vai orientar conduta, adaptação ou documento.
- Começar, sustentar ou terminar: onde a tarefa quebra?
- O que muda com apoio — supervisão, lembrete, instrução explícita, pausa?
- O que permanece preservado?
- Como era antes, como foi no pior momento, como está hoje?
Saída: as nove respostas já sustentam uma graduação, se você precisar de uma.
Quando a pergunta é grande
Afastamento, retorno ao trabalho, adaptação formal, laudo, discordância entre fontes.
- Os doze domínios da aba Avaliar, com descrição antes da nota.
- Uma fonte colateral, e a explicação da divergência quando houver.
- Um instrumento, se a pergunta pedir comparação ou acompanhamento.
- A linha do tempo: antes, adoecimento, pior momento, tratamento, hoje.
- A síntese na aba Escrever.
Saída: relatório com descrição, contexto, suportes, preservado e limites.
Onde está o gargalo?
Pense numa tarefa concreta que não está acontecendo — este relatório, esta rotina, esta consulta que ele não marca. Responda até a primeira negativa: é ali que a tarefa quebra, e é ali que a intervenção tem endereço.
Avaliação funcional expressa
Use como mapa de entrevista. Não é escala validada, não produz qualificador CIF automático e não determina incapacidade.
Da observação à síntese funcional
Construa uma primeira versão em linguagem clínica. O texto é um rascunho: revise inferências, intensidade e finalidade antes de usar.
Fontes para aprofundar
Seleção de fontes primárias e institucionais que sustentam a arquitetura do guia. O conteúdo clínico foi escrito para o consultório, não como reprodução dos documentos.
Limites deste recurso
Este guia é educacional e clínico. Não substitui treinamento formal na CIF, instrumentos validados, avaliação interdisciplinar, normas periciais ou legislação aplicável a cada finalidade. A avaliação deve ser proporcional à pergunta e à evidência disponível.